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POPULAÇÃO
Beira Grande possui 193 (Censos 2001) residentes,
dos quais 315 são eleitores recenseados.
Cerca de 15% dos habitantes são crianças
e jovens, correspondendo 61% à percentagem de
adultos em idade activa. Relativamente aos idosos, representam
22% da população local.

DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
A agricultura continua a ser a grande fonte
de rendimento e de alimentação da população
da freguesia, pois mais de metade da população
se dedica ao cultivo da batata, da laranja, da amêndoa,
do azeite e da produção vinícola.
Relativamente ao cultivo do vinho destaca-se o facto
desta zona se enquadrar na área demarcada do
Douro, onde se inclui a produção de uva
para o vinho do Porto.
Neste sector, a extração de cortiça
desempenha também um papel importante na economia
da freguesia.
No que diz respeito ao sector secundário, com
o número crescente de pessoas a abandonar a agricultura,
a construção civil tem vindo a afirmar-se
como pilar da economia local.
Dadas as potencialidades da freguesia, nomeadamente
a beleza inconfundível das suas paisagens, tudo
indica que futuramente esta possa vir a afirmar-se no
sector terciário, através da realização
de mais espaços comerciais e da abertura de serviços
colocados à disposição dos habitantes
e dos turistas.
Relativamente à acção social,
Beira Grande conta com o apoio domiciliário por
parte da Santa Casa da Misericórdia de Carrazeda
de Ansiães, a qual presta auxílio à
população nas mais diversas situações:
alimentação e limpeza pessoal.
O campo escolar da freguesia, dado o número
de crianças, abrange apenas um nível de
ensino, isto é, o Primeiro Ciclo do Ensino Básico.
A PRODUÇÃO DE VINHO COM DOC
A agricultura continua a ser a grande fonte de rendimento
e de alimentação da população
da freguesia, pois mais de metade da população
se dedica ao cultivo da batata, da laranja, da amêndoa,
do azeite e da produção vinícola.
Neste sector, a extracção de cortiça
desempenha também um papel importante na economia
da freguesia.
Relativamente ao cultivo do vinho destaca-se o facto
desta zona se enquadrar na área demarcada do
Douro, onde se inclui a produção de uva
para o vinho do Porto.Se os vinhos da terra já
têm duas marcas com Denominação
de Origem Controlada – o Fonte das Vinhas, de
Manuel Aníbal Meireles, e o Grambeira, de Frederico
Meireles –, continua a faltar à freguesia
uma marca que divulgue a qualidade do azeite da Beira
Grande com o selo de Denominação de Origem
Protegida (DOP).
Os diversos produtores aproveitam o muito olival existente
em Beira Grande quer através de lagares privados,
quer pelas Cooperativas de Vila Flor ou de Carrazeda
de Ansiães.
Um vinho de mesa como o Fonte das Vinhas demora mais
de dois anos a completar o ciclo. Tudo começa
com as podas, feitas desde o cair das folhas até
fins de Fevereiro. Por meados de Março, começa
a rebentação, que pede a «primeira
dose» de enxofre. As vinhas continuam a crescer
até meados de Abril, altura em que começam
a espompar, ou seja, em que se retira o excesso de rama
que não contenha fruto ou que não seja
útil na colheita seguinte. A rama volta a ser
cortada pelo Santo António, altura em que as
uvas já se notam. Durante este processo, as vinhas
levam mais uma ou duas «doses» de enxofre.
Espera-se então pela chegada do pintor, ou seja,
que as uvas comecem a tingir por estarem maduras. Por
volta de 20 de Setembro têm início as vindimas,
altura em que os familiares e amigos gostam de regressar
à freguesia para ajudar à feitura do vinho
e confraternizar. Após a vindima, que pode durar
um mês em propriedades com alguma dimensão,
as uvas vão para os lagares para serem esmagadas.
São depois trabalhadas com os pés e com
bombas, seguindo-se alguns dias para fermentação.
A fermentação dos vinhos tintos dura entre
três a seis dias e é feita a zero, ou seja,
é concluída; nos brancos, a fermentação
é feita a correr.
Já se está por Outubro e Novembro quando
o resultado da fermentação passa para
as cubas, onde os vinhos tintos fazem uma fermentação
malolática. Fazem-se as primeiras análises
para se aferir da qualidade do vinho, passa-se a limpo
e retiram-se as borras, voltando para as cubas já
pronto a beber. Em Dezembro, passa-se para os cascos
onde estagiam por algum tempo: entre três, se
for novo, a seis meses, no caso de um casco velho. Segue-se
um novo regresso às cubas de inox, onde ficam
a estagiar por um ou dois ano.
Após todo este processo, o vinho está
pronto para ser submetido a aprovação
pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), a
entidade que passa a certificação de Denominação
de Origem Controlada (DOC). Cinco garrafas são
analisadas, na Régua, e são então
autorizadas a entrar no mercado ou não classificadas
como DOC.
Os vinhos da Quinta Fonte das Vinhas têm a certificação
desde 2005, altura em que ficou concluído um
longo processo para obtenção da marca.
A ideia surgiu por o produtor Manuel Aníbal Meireles
querer rentabilizar a propriedade, uma vez que esta,
durante vários anos, tem dado uma produção
de boa qualidade. O responsável técnico
é o próprio filho do produtor, que tirou
um curso técnico de vinhos e encontra-se agora
na Escola Superior Agrária, do Instituto Politécnico
de Bragança.
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